17 de setembro de 2016

o que é que eu faço depois de me licenciar?

Sempre fui uma pessoa calma. Ok, já começo este post com mentiras.
Vou tentar outra vez: Não me considero uma pessoa que sofra muitoooooooooo com antecipação. Pronto, assim acho que está mais verdadeiro.
Quando acabei o curso o ano passado (em Junho) decidi só estagiar em Setembro/Outubro porque queria ter Verão e relaxar um bocado antes de mergulhar de cabeça para o mundo da escravatura do séc.XXI (aka estágios não remunerados). Claro que, mais uma vez, a vida trocou-me as voltas e comecei a estagiar em Agosto num sitio que me fez ver que basicamente jornalismo de informação é a última coisa que quero fazer na vida. Mil vezes trabalhar na Zara ou assim (não que eu tenha alguma coisa contra quem trabalha em lojas, atenção!). Durante esse estágio no grupo Cofina foi-me oferecido ficar lá a trabalhar, coisa que eu respondi prontamente que não. Deus me livre!
Saí com a cabeça erguida a pensar que outra oportunidade que eu (e a Martina inclusive) tinhamos debaixo da manga ia acontecer no espaço de um mês, mais coisa menos coisa. Achávamos nós porque neste país nada corre como é prometido mas enfim, nem me vou lamentar. Deixei-me disso.
Fiquei em casa desde Novembro até finalmente ter tentado alcançar um dos meus mil e uns sonhos. Em Junho decidi enviar um e-mail a uma wedding planner que já seguia há que tempos no Instagram a dizer-lhe o quanto admirava o seu trabalho e que adorava um dia poder-me juntar à equipa dela. E não é que bem dito bem feito? Uma semana depois estava a tomar um café com ela e até hoje tenho estado a trabalhar com uma pessoa que admiro, numa coisa que adoro e não me faz cortar os pulsos antes de ir ter que fazer alguma coisa.
Claro que durante aqueles sete meses que estive em casa fritei um bocado com o pensamento de "Oh meu Deus, estou a deixar o tempo escapar-me pelos dedos" e coisas assim tão ou mais dramáticas mas, a verdade, é que tudo acabou por resultar. Claro que as perguntas incessantes das pessoas à minha volta também não ajudaram: "Porque é que não ficaste lá? Ao menos estavas a ganhar dinheiro" ou "Como é que estás tão calma em ficar em casa a olhar para o tecto" mas uma coisa que eu sempre interiorizei foi que não iria estar a matar a minha sanidade mental por uns simples trocos ao fim do mês. Sim porque quem tem a ilusão que se ganha bem em jornalismo pode já tirar o cavalinho da chuva. Nunca fez partes das minhas crenças de vida que teria que ficar a trabalhar num sitio que não gostava só pelo simples facto de poder dizer que estava a trabalhar. Não, não sou nem nunca serei assim.

Olhem, resumindo: Fui atrás daquilo que gosto e deu bom resultado!


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